Refúgio literário em tempos tecnológicos: A trajetória do sebo Machado de Assis
10 de junho de 2020
O dono do sebo Machado de Assis comenta sobre a trajetória de seu estabelecimento ao longo de 23 anos em meio aos perigos do centro de São Paulo.
Com o passar dos anos a procura por sebos e livrarias caiu de maneira drástica devido ao desenvolvimento tecnológico, prejudicando essa área comercial. Essa narrativa não foi diferente com Celso Benaquio, proprietário do sebo Machado de Assis, localizado no centro de São Paulo. Com seus cinquenta anos de experiências na área, Celso administra sua loja que conta com mais de duas décadas , passando por diversas etapas nessa trajetória, como a pandemia de COVID 19. Além disso, comenta sobre os perigos e descaso com o centro histórico.
Na entrevista com o dono do sebo, Celso Benaquio, foi perguntado sobre a trajetória e como ele acabou no ramo da literatura. “Comecei trabalhando de office boy, depois fui subindo de cargo, cheguei a ser gerente e virei sócio de uma livraria, e hoje,tenho meu próprio sebo há 22 anos, mas no ramo tô a 53, 54 anos”.
Celso, pontua sobre os avanços tecnológicos que dificultaram na venda dos livros: "Não, mudou bastante, principalmente depois que apareceu internet, com livro online e os delivery, assim a pessoa nem precisa sair de casa ”
Foi perguntado se a pandemia afetou no funcionamento da loja e se eles tiveram que fazer mudanças: “já tinha muitas mudanças, só acabou ficando mais forte, não tinha o fluxo normal de pessoas na rua, a gente até pensou em fechar a loja, mas começamos a nos adaptar nas vendas em sites de vendas.”
Também comentou das maiores dificuldades percorridas durante o tempo: “Com o tempo, a gente percebe uma diminuição grande da clientela, mesmo com o fim da pandemia, não vai ser o mesmo”.
E observou como a localização do sebo prejudica nisso: “O centro é muito perigoso, isso influencia bastante, aqui sempre foi um lugar arriscado, a gente que trabalha aqui vê muita coisa acontecendo e nada muda.”
