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Casa Godinho: 135 anos de tradição e história no coração de São Paulo

2 de maio de 2023

Declarada patrimônio cultural imaterial, a mercearia Casa Godinho se tornou um dos locais mais tradicionais do centro histórico da cidade. 


Fundada em 1888, a Casa Godinho é um dos mais antigos e tradicionais estabelecimentos comerciais do centro histórico de São Paulo. Localizada na Rua Líbero Badaró, a mercearia se tornou um marco da cidade devido ao seu alto nível de preservação e comprometimento com a cultura portuguesa trazida ao Brasil pelos seus fundadores. Por este motivo, em 2013, o estabelecimento foi declarado patrimônio cultural imaterial, sendo o primeiro da cidade a receber o título. Atualmente o dono da casa de vinhos, Miguel Romano, busca manter a tradição portuguesa do local de diferentes maneiras, como mantendo embalagens do século 20 e deixando em exposição itens da época da fundação do local. Assim, proporcionando uma experiência imersiva tanto pelas comidas típicas, quanto pelo apelo histórico. 

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Uma visita ao restaurante Aboud no coração de São Paulo

8 de Janeiro de 2025

Situado em um dos pontos mais concorridos do Centro Histórico, o Largo do Paissandú.




A cultura Síria vem ao Brasil, através da famosa comida árabe que instigar o paladar dos brasileiros, de todos que vão na oportunidade em conhecer a culinária internacional. O restaurante Aboud, um dos restaurantes de comida árabe mais tradicionais do centro de São Paulo, têm sido um dos pontos de encontro há mais de 30 anos e é conhecido por sua culinária autêntica e ambiente acolhedor.


E é compartilhado a afirmação acima através da fala do proprietário do restaurante, com o mesmo nome, o Aboud. “...A gente já viram aqui no Brasil, porque o Brasil têm muito estrangeiro. Cada uma fazem na área deles, sabe? A gente, árabe, tem mais famoso nossa comida. E as pessoas gostam das comidas, sabe? Nós trouxe a nossa cultura aqui no Brasil...” 


O ambiente alimentar retratado, também tem grande consideração entre os clientes pela diversidade cultural contida nele. “... trabalha comigo, têm brasileiro, tem africano, tem sírio, graças a Deus, quem quer trabalhar, trabalha né? Não importante religião, não importante da onde ele é. O importante é ele trabalhar certo.” 


O restaurante leva a sério a tradição de oferecer o melhor em cada prato da culinária árabe. Observado isso também na proteção da saúde, como foi na pandemia do COVID, onde para eles “...a pandemia atrapalhou o mundo, não só pra mim. Pois eu fiquei aberto mas, ordem dos líderes, trabalho mais ou menos, de quinze, dez, quinze por cento, mas as lojas não fechei não, graças a Deus. Fiquei, Fiquei abrindo hoje, mas tipo meia borda assim, graças a Deus...”


A partir do conhecimento do restaurante árabe, o restaurante Aboud, localizado no coração de São Paulo aberto de segunda a sábado, sendo ideal em realizar a sua visita no estabelecimento. 


É o lugar perfeito para uma experiência gastronômica inesquecível no Largo do Paissandú, 55 - Centro Histórico de São Paulo, São Paulo.

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Livraria Loyola: um ponto a ser conhecido


8 de Janeiro de 2025

Localizada no Largo São Francisco, a Livraria Loyola oferece uma grande variedade de títulos e é um verdadeiro refúgio para quem busca conhecimento e cultura na agitada região da Sé.


Localizada em um dos pontos mais históricos e movimentados de São Paulo, a Livraria Loyola fica a menos de cinco minutos andando da praça da Sé e é um verdadeiro oásis cultural no coração da cidade. Fundada em 1965 pela Companhia de Jesus, a livraria tem como objetivo promover a literatura e a cultura, oferecendo aos seus visitantes uma grande variedade de títulos de diferentes gêneros.


Conversamos com Josinaldo Candido que nos contou como é viver o dia a dia no centro, explicou como foi difícil o período pandémico, e para não entrarem em crise contaram com a ajuda das mídias sociais, essa ajuda foi de grande importância porque tiveram a chance de competir com sites de vendas literárias online. 


Outro ponto abordado na entrevista foi o abandono do poder público em relação ao centro de São Paulo, que deixa um marco tão importante para a nossa história sem qualquer suporte. E nos mostrou como é difícil ter um comércio nesta região, e que o medo constante de estar no centro acaba afastando as pessoas. Foi ressaltado a preferência das pessoas por compras online terem aumentado nos últimos anos e ir a um lugar físico não atrai tanto as pessoas, ainda mais quando é um lugar perigoso como o centro. 


Para Josinaldo que trabalha há 13 anos no marco zero de São Paulo explica que  atualmente é o pior momento para estar inserido nesta região, onde o perigo constante acaba gerando dúvidas sobre continuar trabalhando nesse lugar tão importante. Para ele que sempre amou a vida corrida e agitada que no centro, agora já não é mais tão interessante e segura, e esses fatores não desagradam apenas ele e sim grande parte da população que frequentou ou frequenta esse local.







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“Aqui não é um lugar sem lei”

8 de Janeiro de 2025

Chef de cozinha relata sobre a segurança no centro de São Paulo.


Normalmente, os cidadãos se amedrontam ao visitar a região central paulistana. Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, há ocorrência de um assalto a cada quatro minutos. Agora imagine como seria trabalhar diariamente neste local. Isto é o que nos conta Christiano Stocovick.


Formado em gastronomia há cerca de 15 anos, atualmente exerce a função de chef de cozinha da Cafeteria Badaró Art Caffé, localizada na Rua Líbero Badaró, uma das ruas mais movimentadas do centro.


O chef iniciou sua carreira na zona norte de São Paulo, em uma rede de buffets. Durante a pandemia, recebeu proposta para trabalhar na cafeteria, mas demonstrou desinteresse pelo cargo devido à falta de conhecimento do local.


Christiano relata que, ao visitar a região a qual por muito tempo despertou sua indiferença, não teve suas expectativas atendidas, ao se deparar com um estabelecimento diferenciado, superando todos os seus pensamentos sobre o local. - "Mas quando eu cheguei, me encantei pelo lugar"- disse o chef


Sua vivência na cafeteria o ajudou a olhar para o centro de São Paulo, com uma visão menos crítica, diferente de todos aqueles que costumam visitar o local apenas algumas vezes. Cristiano demonstra admiração pela história de toda a região.


O chef de cozinha enfatiza que aquele local tem importância para construção da história brasileira, porque além de ser o centro da cidade, anteriormente estavam localizadas as fazendas de café, as quais foram fundamentais para a construção de São Paulo como metrópole. Ele contou também, sobre o Festival do Café no Triângulo, que foi criado para homenagear o passado da região.


Ao ser questionado a respeito do perigo do centro, ele disse que o perigo está em todo o lugar, não somente no centro. Ele afirmou que há chance de ser furtado ou roubado em qualquer lugar, basta o cuidado para se prevenir de ter seus bens tomados por criminosos.


Stocovick finaliza a entrevista fazendo uma crítica às mídias sociais, as quais auxiliam para que o medo da população se agrave, visto que generalizam as notícias que falam sobre as situações de risco no centro.




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Refúgio literário em tempos tecnológicos: A trajetória do sebo Machado de Assis 

8 de Janeiro de 2025

O dono do sebo Machado de Assis comenta sobre a trajetória de seu estabelecimento ao longo de 23 anos em meio aos perigos do centro de São Paulo.


 Com o passar dos anos a procura por sebos e livrarias caiu de maneira drástica devido ao desenvolvimento tecnológico, prejudicando essa área comercial. Essa narrativa não foi diferente com Celso Benaquio, proprietário do sebo Machado de Assis, localizado no centro de São Paulo. Com seus cinquenta anos de experiências na área, Celso administra sua loja que conta com mais de duas décadas , passando por diversas etapas nessa trajetória, como a pandemia de COVID 19. Além disso, comenta sobre os perigos e descaso com o centro histórico.


 Na entrevista com o dono do sebo, Celso Benaquio, foi perguntado sobre a trajetória e como ele acabou no ramo da literatura. “Comecei trabalhando de office boy, depois fui subindo de cargo, cheguei a ser gerente e virei sócio de uma livraria, e  hoje,tenho meu próprio sebo há 22 anos, mas no ramo tô a 53, 54 anos”.


 Celso, pontua sobre os avanços tecnológicos que dificultaram na venda dos livros: "Não, mudou bastante, principalmente depois que apareceu internet, com livro online e os delivery, assim a pessoa nem precisa sair de casa ”


 Foi perguntado se a pandemia afetou no funcionamento da loja e se eles tiveram que fazer mudanças: “já tinha muitas mudanças, só acabou ficando mais forte, não tinha o fluxo normal de pessoas na rua, a gente até pensou em fechar a loja, mas começamos a nos adaptar nas vendas em sites de vendas.” 


Também comentou das maiores dificuldades percorridas durante o tempo: “Com o tempo, a gente percebe uma diminuição grande da clientela, mesmo com o fim da pandemia, não vai ser o mesmo”.


 E observou como a localização do sebo prejudica nisso: “O centro é muito perigoso, isso influencia bastante, aqui sempre foi um lugar arriscado, a gente que trabalha aqui vê muita coisa acontecendo e nada muda.”






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A melodia do centro de São Paulo 

8 de Janeiro de 2025

Johnny Magrão, um musicista do centro da cidade, manifesta sua paixão por canções em um dos lugares mais conhecidos da República, a Galeria do Rock. 


  Em meio ao quarto andar da Galeria do Rock, com som alto ao fundo e um dono apaixonado pela música, está a “Aqualung”. Inaugurada no final dos anos 90, a loja é um espelho do seu proprietário, Dionísio, conhecido por todos como Magrão. Em um bate papo, retomamos memórias marcantes de sua trajetória, principalmente os 33 anos vividos na Galeria.  


 Aos 65, Dionísio possui uma loja de discos no centro de São Paulo, mas esta, apesar de ser sua maior criação, não foi a responsável por introduzi-lo ao mundo musical. Desde que se apaixonou por canções aos 12, por influência do pai e dos tios, o dono permeia sua vida em torno da música: “Meu pai era músico das antigas, aquela roda de violeiros de antigamente. Então, eu comecei a ter gosto pelo meu pai e os irmãos dele, que formavam duplas caipiras. Desde molequinho eu vivi no meio disso”. Mas, segundo ele, o momento que definiu o rumo de sua vida e o levou a “Aqualung”, aconteceu durante os anos 70: “Eu estava ouvindo à rádio, em um radinho de pilha, o mais moderno da época. Aí tocou: “Oh! Darling” dos Beatles e “Born on the Bayou” do Creedance. Foram essas duas músicas que me mudaram, definitivamente”.  


 Anos mais tarde, um amigo próximo, dono de uma discoteca, o chamou para trabalhar com ele, como vendedor: “Comecei lá curtindo com ele. Ele falou: “Vamos levar a sério, começa a trabalhar comigo aí, foi assim”. Neste momento, Dionísio voltou a ter que visitar o centro de São Paulo, atrás de atacadistas para comprar os discos que seriam vendidos. Ele já era encantado pelo local, desde que vinha passear com sua família. Encanto que perpetua até os dias atuais, pois, após ser questionado sobre o cenário moderno do centro urbano, Magrão responde: “Está sendo mudado. Vai ser regenerado, entendeu? Renovado. Vai voltar a ser um belo centro, como era há quarenta, cinquenta anos atrás.”  


 Um longo período se passou, marcado por sua mudança para São Paulo e a consolidação da carreira como vendedor no ramo musical. Trabalhou para diferentes gravadoras, sendo a última, Phillips, em 1989. Os seis meses seguintes foram de correria e tomadas de decisões, até a inauguração da “Aqualung Records” em 1990. Magrão carrega consigo o orgulho de poder dizer que sua loja foi protagonista nas tardes de autógrafos dentre as demais com a presença de grandes nomes da música, como, Glenn Hughes, Caetano Veloso, Ivan Lins e outros astros.  


 Em 2019 o mundo se choca ao receber a notícia de um novo vírus, portas de empresas e comércios não encontram outra saída a não ser fechá-las. Em meio a uma multidão de prejudicados, Johnny não escapou das estatísticas, encontrava-se no dever de se reinventar, assim como milhares de outros vendedores. Aqualung pode ser considerada sobrevivente após três anos de pandemia, Magrão ressalta a importância de ter insistido mesmo em meio a tantas dificuldades, “lutei pelo meu sonho”. Toma-se como exemplo, a história de Aqualung e Magrão que inspiram a importância de reviver e preservar o centro de São Paulo. Melodias que ecoam pela cidade.







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Café Girondino: Trajetória e Notoriedade

8 de Janeiro de 2025

"Ficou aquela escolha: ou a gente muda ou a gente fecha"


Inaugurado por franceses em 1875, o Café Girondino, inicialmente localizado na Rua 15 de Novembro com a Sé, é o café mais antigo de São Paulo ainda em funcionamento. Teve seu início como um ambiente de luxo destacando-se entre os bares boêmios da região. Os clientes mais assíduos à época eram barões de café, que desfrutavam do ambiente privativo e seguro para negociar os preços de sacas, além de redatores de jornais, que usavam o lugar para se encontrar e escrever. Era, e ainda hoje é, um ambiente acolhedor e com uma estética esplêndida. Aos transeuntes da região central, é uma boa sugestão para uma pausa na correria dos dias.


  Quem concede a entrevista é Felippe Nunes, sócio minoritário e gerente comercial do café. Nascido em São Paulo, começou a trabalhar para o estabelecimento com 15 anos, em 2001, ocupando-se do cargo de office boy. Em 2012, foi promovido para o setor financeiro, então foi sendo promovido até chegar ao atual patamar. Devido ao seu contato com a gestão do restaurante, cursou Administração na PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). 


 O atual endereço, Rua Boa Vista, 365, foi inaugurado em 1998, localizado no triângulo histórico (espaço entre as 3 principais ruas: São Bento, XV de Novembro, Direita). Sendo assim, o local é considerado histórico, o que agrega valor. O Café Girondino é um local com uma proposta de entrega cultural, histórica e gastronômica. 


 Na época da inauguração do endereço atual, o público-alvo era a classe média e alta: bancários, juízes, figuras do mercado financeiro e políticos. Essa audiência buscava por um local tranquilo e seguro para descansar, ter reuniões ou até mesmo trabalhar em um ambiente distinto. Além disso, era um “café filosófico”, no qual os intelectuais se reuniam para debater e desenvolver suas obras. Durante as noites o local tornava-se mais badalado, uma vez que os trabalhadores da noite desfrutavam o espaço para comemorar os lucros, com cenas semelhantes ao filme “O Lobo de Wall Street”.


  O sucesso do café foi ameaçado com a pandemia causada pelo Covid-19, quando os estabelecimentos foram obrigados a fechar devido à situação de calamidade. Pela falta de clientela, o local passou por dificuldades financeiras, tendo que se reinventar. Em 2021, Café Girondino recebeu 5% do público que costumava ter. Hoje em dia está em cerca de 60%.


  Apesar das dificuldades, o Café Girondino tem uma preocupação em mente agora: revitalizar o centro. Já é de conhecimento dos paulistanos a situação de abandono que as ruas da Sé vivem, além do imenso número de pessoas em situação de rua pela área. Devido a esses desafios, o estabelecimento trabalha em prol da comunidade e até mesmo com outros estabelecimentos, que, como dito por Felippe Nunes, não são vistos com maus olhos, pelo contrário: entende-se que através de outras localidades comerciais e da atuação delas, se torna possível uma transformação do centro histórico."SP é o coração pulsante da América Latina, por isso precisa se manter vivo.", é o que diz nosso entrevistado.







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O mais antigo bar de São Paulo completa 113 anos 

8 de Janeiro de 2025

Mesmo após seus 113 anos de funcionamento, o tradicional Bar Guanabara segue arrastando centenas de clientes diariamente ao Centro da Capital Paulista.

            O Bar Guanabara é bem conhecido pela cidade de São Paulo, ainda mais por ser o mais antigo. No centro de São Paulo encontramos diversos comércios com histórias incríveis, todos muito diversos e a maioria com uma longa trajetória, por se tratarem de lugares que foram fundados a anos. 

           Há 53 anos o senhor Edivaldo, também conhecido como Poeta Vavá da Bexiga, trabalha no estabelecimento. Vavá já vivenciou e passou por muitas fases de sucesso e bons dias do bar, até o decaimento do centro de São Paulo.

           O Guanabara mantém sua tradição por muitos anos, por conta da sua clientela cativa, de acordo com o Vavá “aquela clientela que sempre frequentou o Guanabara, desde a época de faculdade e mantiveram essa tradição de vir ao Guanabara tomar seu chopp, tomar sua cerveja, almoçar, por isso que nós mantemos essa tradição. E hoje o Guanabara é frequentado pelos filhos e netos dos frequentadores antigos, que não estão mais aqui”.

           O bar já passou por muitas dificuldades, mas teve uma que foi a mais marcante, destacou o funcionário: "O desafio foi na época da pandemia, que nós ficamos fechados praticamente dois anos, depois reabrimos após a pandemia, e foi muito difícil para a gente conseguir manter a casa aberta". Hoje em dia o bar já voltou ao seu funcionamento normal, e foi possível se recuperar dos danos causados em 2020, já que os antigos clientes voltaram a frequentar por apreciarem a comida do local.

           O carro chefe da casa é a parmegiana e a tradicional mandioca, que é um dos acompanhamentos mais pedidos. Existem mais pratos que também são bem populares em meio aos clientes, e o bar adquiriu um grande valor cultural historicamente e gastronomicamente por conta da variedade de todos eles. Para o futuro o restaurante espera continuar com os seus clientes, e Edivaldo mencionou: "O Guanabara já é uma casa tradicional, já tem sua clientela, então o futuro é manter essa clientela que nós pensamos em manter, para que possamos continuar aberto e atendendo da melhor maneira possível."

Notícias: Reportagens
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